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10 fatos e mitos sobre o Câncer de mama

23/08/2017
19h25min
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1. QUALQUER TUMOR NA MAMA É UM CÂNCER?

Não, isso é um mito, só varia de caso pra caso. Um tumor é caracterizado pelo aumento considerável no volume de alguma parte do corpo. Desde que este aumento ocorra de forma organizada e não atinja tecidos vizinhos, este tumor é definido como benígno, logo, não se trata de um câncer, e sim de uma hiperplasia. De qualquer forma, é sempre recomendado manter um acompanhamento médico.

2. HOMENS PODEM TER CÂNCER DE MAMA?

Verdade, mas em casos muito raros. Apesar do número de casos em homens ter aumentado 25% nos últimos 25 anos, o índice correspondente ao sexo masculino ainda é muito pequeno, onde os homens beiram entre 0,6 e 1% dos casos totais de câncer de mama. Alguns fatores comuns que desencadeiam a doença são os genéticos (tal como as mulheres), ambientais (exposições, local e tipo de trabalho), hormonais (alterações ou uso de hormônios) ou alguns outros fatores como a infertilidade, orquite, entre outros.

3. A AMAMENTAÇÃO AJUDA A PREVENIR O CÂNCER DE MAMA?

Com toda a certeza é verdade, pois com a produção de leite, as células mamárias se mantém ocupadas e assim tendem a se multiplicar em menor escala, o que dificulta os riscos de se contrair a doença.

Especialistas afirmam que mulheres que amamentam por mais de seis meses têm chances bem menores de desenvolver a doença, já que o tecido glandular das mamas é substituído por gordura.

4. MÃE COM CÂNCER NA MAMA PODE AMAMENTAR O BEBÊ?

Sim, pode, mas neste caso, é preciso procurar auxílio e orientação médica, já que a doença ou os próprios tratamentos podem dificultar na amamentação, mas nada impede que uma mãe com câncer unilateral (em apenas uma das mamas) use o outro seio sadio para amamentar.

Ainda assim, os mesmos especialistas afirmam que se uma mãe que já possua câncer de mama amamentar por mais de um ano, apesar da não cura, esta tem chances maiores de um prognóstico mais positivo, com uma doença menos agressiva e um tratamento mais ameno.

5. O CÂNCER DE MAMA É INCURÁVEL?

Não, felizmente isto é um mito hoje em dia, graças aos avanços da medicina. Estimasse que 95 a cada 100 mulheres têm chances de cura, quando há um diagnóstico precoce.

Mas claro, tudo também depende, em grande parte, da paciente se manter atenta aos seus fatores de risco e regularmente ir ao médico especialista para ter orientações. Assim, quanto mais cedo identificado, maiores as chances de cura e de um tratamento menos radicais.

6. SE DETECTADO O CÂNCER, É NECESSÁRIO REMOVER A MAMA POR COMPLETA?

Se nos referirmos aos dias de hoje, isso pode ser considerado um mito, novamente graças aos avanços da medicina, com as cirurgias conservadoras de mama.

Quem conhece a “mastectomia”, sabe que apesar da eficácia na cura do câncer, o procedimento era muito radical e basicamente removia toda a área da mama, incluindo o músculo, os gânglios e até parte da região axilar. Hoje, estas cirurgias são mais econômicas, onde é tirado apenas o necessário, conservando ao máximo o seio da paciente.

Com as cirurgias conservadoras da mama, tão eficazes quanto a mastecnomia, a remoção dos tumores cancerígenos são ainda mais restritos às áreas afetadas, com remoção mínima e reparo mais discreto. Embora valha ressaltar que a mastectomia ainda é a opção necessária em caso de tumores grandes.

7. TRATAMENTO HORMONAL AJUDA CURA DE TUMORES NA MAMA?

Sim, é verdade, mas depende do caso. A chamada Hormonoterapia pode ser considerada uma alternativa de tratamento contra os tumores da mama caso o tumor possua receptores hormonais, o que corresponde a aproximadamente 60% dos casos.

Caso os tumores façam parte dos 40% restantes, ou seja, aqueles que possuam células resistentes ao tratamento com hormônios, a hormonoterapia não é uma opção de tratamento, então a paciente portadora será encaminhada para uma conduta adequada.

8. UMA PACIENTE COM CÂNCER DE MAMA PODE TER QUE FAZER QUIMIOTERAPIA?

Sim, pode. A quimioterapia, que é o tratamento dos tumores por meio de medicação, pode variar de acordo com o estágio da doença ou a região e sua dosagem também pode ser variável conforme a reação da paciente ao tratamento.

Em resumo, a paciente pode fazer o tratamento em ambulatórios ou estando em internação, sendo realizado através da via oral, ingerindo os comprimidos, ou venal, com o medicamento sendo injetado na veia.

9. GORDURA OU EXCESSO DE PESO PODE CAUSAR CÂNCER DE MAMA?

Pior que é verdade. De acordo estudos realizados pelo Hospital de Base de Brasília, mulheres que possuam excesso de gordura em sua dieta e estão acima de 10 quilos do peso ideal possuem 40% a mais de chances de desenvolver câncer de mama do que as mulheres com alimentação saudável e peso proporcional.

Devem ficar atentas as mulheres que ganharam algo em torno dos 9 a 13 kg após os 18 anos. Os médicos recomendam, neste caso, que se faça esforços para reduzir o peso, de modo que isso ajuda a reduzir os riscos de desenvolver a doença.

10. O SUTIÃ PODE AUMENTAR O RISCO DE CÂNCER DE MAMA?

Não, afinal, não existem estudos que comprovem a ligação entre ambas as coisas. Para saber o que pode de fato contribuir com o desenvolvimento de um câncer de mama, conheça os “Fatores de risco para o câncer de mama”.

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